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21 de julho de 2024 Rio do Sul
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CyberGaeco cumpre mandados de prisão preventiva e busca e apreensão em Rio do Sul

Operação Mão Fantasma desmantela grupos suspeitos de 250 fraudes cibernéticas, movimentando R$ 90 milhões


Por GCD Publicado 10/07/2024 às 09h01
CyberGaeco cumpre mandados de prisão preventiva e busca e apreensão em Rio do Sul
CyberGaeco cumpre mandados de prisão preventiva e busca e apreensão em Rio do Sul – Fotos: GAECO

Na manhã desta quarta-feira, 10, o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), por meio do Grupo de Investigação de Crimes Cibernéticos (CyberGaeco), e a Polícia Civil de Santa Catarina, pela Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC) e Delegacias de Polícia Civil de Ascurra e Turvo, deflagraram a Operação Mão Fantasma.

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A operação visa desarticular três organizações criminosas nacionais especializadas em fraudes bancárias, principalmente os golpes conhecidos como “mão fantasma/acesso remoto” e “falsa central de atendimento”.

Mandados cumpridos

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A operação está cumprindo 32 mandados de prisão preventiva e 55 mandados de busca e apreensão – Foto: Divulgação

A operação está cumprindo 32 mandados de prisão preventiva e 55 mandados de busca e apreensão, expedidos pelas Varas Regionais de Garantias de Rio do Sul e Blumenau, além de dois mandados de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara Única da Comarca de Turvo. As ações ocorrem em sete estados: Santa Catarina, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Bahia, Paraíba e Ceará. No total, estão sendo cumpridos 34 mandados de prisão preventiva e 73 de busca e apreensão.

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Detalhes da investigação

A primeira investigação, conduzida pela Delegacia de Polícia de Ascurra, com apoio técnico do CyberGaeco, teve início no final de 2022. Após diversos boletins de ocorrência relatarem a subtração de valores de contas bancárias por meio da instalação de aplicativos de gerenciamento remoto. Esses aplicativos permitiam aos criminosos controlar os celulares das vítimas e realizar transferências ilícitas.

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O trabalho investigativo começou com a identificação dos principais números de telefone 0800. Que eram utilizados pelos grupos criminosos para simular falsas centrais de atendimento de instituições financeiras. Assim, na sequência, foram identificados os suspeitos de operar essas centrais e os demais integrantes dos grupos, responsáveis por obter bases de dados de possíveis vítimas, disparar SMS falsos e criar contas em nome de “laranjas” para receber os valores obtidos ilegalmente. Estima-se que, no período investigado, os criminosos subtraíram mais de R$5 milhões de vítimas em Santa Catarina, com um impacto notável em Rio do Sul.

Fraudes e movimentações suspeitas

A investigação conduzida pela Delegacia de Polícia de Turvo, com apoio da DEIC, teve início após uma ocorrência registrada por uma idosa de 70 anos que, acreditando estar em contato com funcionários de uma instituição financeira, realizou assim diversas transferências para os golpistas, resultando em um prejuízo total de R$86.550,00.

As três organizações criminosas são possivelmente responsáveis por pelo menos 255 furtos e estelionatos mediante fraude cibernética em Santa Catarina. As investigações indicam que esses grupos movimentaram assim, nos últimos dez anos, cerca de R$ 90 milhões em transações suspeitas.

Persecução patrimonial

Além das prisões preventivas e buscas e apreensões, o Poder Judiciário acolheu as representações da Polícia Civil e os requerimentos do Ministério Público, deferindo medidas assecuratórias de natureza criminal. Essas medidas incluem o bloqueio de bens. Além disso, de valores e criptoativos de 44 pessoas físicas e jurídicas, a apreensão e registro de indisponibilidade e restrição de transferência de veículos de luxo. Portanto, o objetivo é garantir bens suficientes para iniciar processos de ressarcimento dos prejuízos sofridos pelas vítimas.

Colaboração interestadual

A execução das ordens judiciais conta com o apoio das Polícias Civis dos estados de São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Ceará e Paraíba. Bem como do Gaeco e Ministério Público da Bahia.

Operação “Mão Fantasma”

Por fim, o nome da operação “Mão Fantasma” faz referência à forma de atuação dos criminosos, que, após receberem ligações das vítimas nas falsas centrais de atendimento, realizavam transferências de valores a partir dos próprios aparelhos das vítimas, sem o conhecimento ou consentimento delas.

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