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21 de fevereiro de 2024 Rio do Sul
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Alfabetização pós pandemia: o desafio de prender a atenção das crianças em fase de formação


Por Berta Thiesen Publicado 11/09/2023 às 12h03

Foto: Katerina Holmes / Pexels

 

No dia 08 de setembro foi comemorado o dia mundial da alfabetização, processo de aprendizagem que se adapta ao longo dos anos, principalmente após a pandemia de covid-19. Aprender a ler e escrever é um divisor de águas na vida das pessoas. Entender que as letras não possuem somente um nome, mas também um som, e conseguir juntar os fonemas é uma conquista na vida de muitas crianças e até mesmo adultos.

A professora Luciana Sebold Neto, pedagoga, psicopedagoga educacional e graduada em letras/inglês, já atua há 32 anos como professora alfabetizadora e conta as principais evoluções ao longo dos anos. “As crianças vinham pra escola, demorava às vezes bastante pra se alfabetizar, porque elas não conseguiam muitas vezes nem segurar muito o lápis. Agora, isso não é comum acontecer. Mas, não quer dizer que as nossas crianças estão se alfabetizando mais rápido do que antes. Hoje, temos crianças com muitos estímulos, a criança tem falta atenção, foco, concentração. Temos que usar a tecnologia, mas o uso deve ser consciente da nesse processo de alfabetização”, conta.

Entre os principais desafios, a professora Luciana cita que é necessário convencer as crianças de que ler e escrever é legal e primordial. “Eles ganham o mundo, porque eles lêem livros, começam a interpretar problemas, porque é a partir da leitura que torna o ser humano mais culto. A leitura é primordial na vida do ser humano, não só da criança”, afirma.
A pandemia de covid-19 trouxe impactos relacionados à alfabetização e processo de aprendizagem no geral. É consenso entre professores que, em 2023, mais dificuldades são encontradas do que durante o período de ensino à distância. “A pandemia deixou marcas profundas. A falta de concentração, que eles não conseguem manter o foco, a atenção nas aulas. Os limites, eles faziam tudo o que queriam, quando queriam.

Mas os pais podem ajudar a partir de atitudes simples do cotidiano. “Se a família trabalha com a escola em parceria, o processo se torna até mais gostoso. Nos horários que eles fazem a tarefa, a família está junta e ajudar eles a pensar para escrever algo, colocar essa criança em tarefas do dia-a-dia que elas podem ajudar. Então, a criança também vai vendo que a leitura, a escrita, a alfabetização é importante para a vida”, finaliza.

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