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18 de abril de 2024 Rio do Sul
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Três meses após enchente histórica Trombudo Central prevê a construção de 98 casas


Por GCD Publicado 22/02/2024 às 20h10
Três meses após enchente histórica Trombudo Central prevê a construção de 98 casas
Foto: Prefeitura de Trombudo Central

17 de novembro de 2023! Após uma longa noite de muitos trovões, raios e chuvas intensas, moradores, comerciantes e servidores de Trombudo Central trabalhavam incansavelmente para conseguir salvar pertences e mercadorias. Segundo a prefeita Geovana Gessner, o nível do Rio do Trombudo subia, na mesma medida, que mudanças eram retiradas, só naquela manhã 212 foram realizadas. “Quando eu saí de casa, eu disse, meu Deus do céu, o tempo não está bom, a terra já está cheia de água e nós temos que correr, com mais gente de mais lugares”, conta.

Inicialmente a Defesa Civil e a Prefeitura de Trombudo Central trabalhavam com a cota de inundação de 6,5 metros e de atenção em 7 metros. De acordo com Ilze Schenke Cyprian, moradora da rua Florianópolis, a família acompanhava a situação através do rádio. Momento este que, após uma entrevista com a prefeita da cidade, um alerta se acendeu. “Como eu tinha aqui um radinho que a gente estava direto na Amanda, a gente ouviu a reportagem da prefeita falando que iam trabalhar com a cota de sete metros. Daí assim, o Valdemir disse, nossa agora eu fico preocupado, vou dar uma olhada no rio que corre atrás da nossa casa”, explica.

Pedido de ajuda

Quanto mais o tempo passava, mais o nível do Rio Trombudo aumentava. Quando, por volta das 11h da manhã, a prefeita divulga um vídeo nas redes sociais pedindo ajuda de outros municípios. Era momento de salvar vidas! “Está chegando mais água de Agrolândia, de Braço do Trombudo, assim quem tem barco, que puder auxiliar os corpos de bombeiros, por favor venham nos ajudar. Agora a gente está pensando em vidas, muitas ligações, tudo infelizmente. Portanto, abandone a sua casa, procure um lugar seguro”, revela.

A preocupação era atender as mais de 455 pessoas que clamavam por ajuda no telhado de suas casas. Eram inúmeros chamados por telefone, mensagens de Whatsapp e gritos de socorro. A comerciante, Greice Palte, conta que o nível do Rio Trombudo subiu tanto naquela manhã que a única forma de conseguir sair do segundo andar de sua casa foi de helicóptero. “Eu não sei se eu tinha mais medo de cair na água ou de sair de helicóptero. Mas, por fim, meu esposo disse nós temos subir, vamos lá, quando o helicóptero chegou, foi uma sensação de medo e de alívio ao mesmo tempo”, revela.

Foi um dia interminável! Uma noite de muita angústia, sem saber notícias de familiares, amigos e conhecidos. No dia seguinte, a água começou a  baixar, e assim na mesma medida era possível ver os estragos causados na cidade. Geovana comenta que foi muito difícil ver a situação do bairro onde nasceu e cresceu. “No outro dia, logo as águas começaram a baixar, que a gente pôde retornar, que eu entrei no bairro Liberdade, assim, o bairro que eu cresci, que eu nasci, e eu vi ele totalmente destruído”, ressalta.

Os dias seguintes

Nos dias seguintes o silêncio da cidade era quebrado pelo ronco de máquinas e caminhões tentando salvar o que restou de Trombudo Central. Jean volta para ver o estado de sua casa, e é surpreendido! Com a força das águas do Rio Trombudo a residência foi totalmente destruída. “Quando nos retornamos e vimos a nossa casa destruída sentimos nosso refúgio”.

Com o ápice do nível do rio em 8,71 metros, Trombudo Central enfrentou, em novembro, a maior enchente histórica e com ela, inúmeros prejuízos. Só no comércio cerca de 90% dos estabelecimentos foram atingidos , além disso, na agricultura R$35 milhões de perda foram registradas. E estima-se que cerca de R$30 milhões são necessários para a recuperação das estradas. Além dos números expressivos, cerca de 100 residências foram condenadas, onde destas, 20 foram levadas pela correnteza. Então, a prefeitura já realizou a compra de um terreno para realizar a construção de novas casas. Além disso, os recursos para realização do projeto estão em análise no Núcleo Gestor da Caixa Econômica de Brasília, no total são 98 residências foram solicitadas.

Três meses após marcas seguem

Após três meses da pior tragédia que Trombudo Central já vivenciou, ainda assim é possível ver marcas do nível do rio nas paredes das residências, muros caídos e estradas danificadas. Mas muito já foi reconstruído, Jean comenta que o apoio da comunidade de todo o Alto Vale e da prefeitura, está quase finalizando sua nova residência. “Nós perdemos tudo, só não perdemos a coragem. Vendo a nossa casa sendo uma vitória”.

Greice detalha que não tinha mais forças para abrir seu comércio de venda de artigos em geral, mas que logo após a limpeza do local, seu telefone não para de tocar, e todos tinham a mesma pergunta, quando você vai reabrir. Enfim, com ajuda de fornecedores, e da população que acredita no potencial da cidade, o comércio de Trombudo Central também voltou a girar. “Então, entramos em contato com os parceiros, uns fornecedores muito bons que a gente teve. Além disso, deram um prazo melhor para a gente, parcelaram em mais vezes e a gente conseguiu reabrir”.

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