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21 de julho de 2024 Rio do Sul
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Plano Safra 2024/2025 é lançado pelo Governo Federal e divide opiniões

Plano Safra prevê R$ 400,6 bilhões de crédito geral e R$ 85,7 bilhões à agricultura familiar. Dos mais de R$ 400 bilhões, R$ 293,3 bilhões serão para custeio e R$ 107,3 bilhões, para investimentos 


Por GCD Publicado 10/07/2024 às 14h31
PLano Safra 2024/2025 é lançado pelo Governo Federal e divide opiniões
PLano Safra 2024/2025 é lançado pelo Governo Federal e divide opiniões – Foto: Bruna May

O Plano Safra 2024/2025 foi lançado na última semana pelo Governo Federal e divide opiniões. Nesta edição, a previsão é que R$ 400,6 bilhões sejam destinados para crédito geral e R$ 85,7 bilhões para à agricultura familiar. Dos mais de R$ 400 bilhões, R$ 293,3 bilhões serão para custeio e R$ 107,3 bilhões, para investimentos. O Sistema CNA, após consultar as federações do Brasil, pleiteou o valor total de R$ 570 bilhões, prevendo um aumento de 31% sobre o ano anterior.

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A justificativa do setor ao fazer o pedido, é o valor dos preços agrícolas e agropecuários, pois houve uma baixa generalizada enquanto os insumos têm aumentado constantemente. O presidente da Faesc, José Zeferino Pedrozo, avaliou que o novo Plano Safra 2024/2025, traz avanços importantes, apesar de algumas reivindicações ainda não terem sido atendidas.

“Uma das maiores demandas do setor é aumentar os recursos para subsidiar o prêmio do seguro rural, atualmente em apenas um bilhão. Enquanto a necessidade real é de mais de três bilhões para este ano e quatro bilhões para 2025. A Faesc defende apoiar a cultura do seguro rural, especialmente após dois anos de La Niña e El Niño. Assim, para estimular os produtores mesmo com preços não atraentes dos produtos agropecuários. O seguro rural deve ser uma política pública importante para a segurança alimentar do país, mas não ganhou prioridade este ano. Em 2021, 14 milhões de hectares estavam segurados, mas essa área caiu para seis milhões em 2023. Devido ao custo do seguro e à dificuldade dos produtores em contratá-lo”, conta.

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Alto do dólar preocupa o setor

A alta do dólar também preocupa o setor. Pois acaba encarecendo os fertilizantes já que a maioria são importados, no caso dos insumos utilizados na agricultura, o aumento chega a pelo menos 20%. O Deputado federal Rafael Pezenti (MDB-SC), afirma que o Plano Safra não atende a expectativa do setor, principalmente em relação à taxa de juros e aos recursos destinados ao Seguro Rural.

“Foi criada uma grande expectativa em torno do Plano Safra 2024/2025, mas o governo frustrou as expectativas do setor. Nos últimos 12 meses, a taxa Selic caiu mais de três pontos percentuais. Mas a taxa de juros do Plano Safra permaneceu nos mesmos patamares altos do ano passado. Destinaram a única modalidade com redução de juros, de apenas um ponto percentual, aos grandes produtores. Além disso, o governo destinou apenas 1,16 bilhões de reais para o Seguro Rural, muito abaixo dos três bilhões solicitados. Precisamos que esse volume de recursos seja três vezes maior, especialmente porque o governo está acabando com o Proagro. Continuamos insistindo para que o governo reveja esse valor e esperamos uma notícia melhor nas próximas semanas. O anúncio do governo federal mostrou que ele tenta inflar o volume do Plano Safra com políticas marginais que não têm ligação direta com o setor”, afirma.

Pezenti garante que quem trabalha com culturas como a cebola, precisa da garantia para que pelo menos o custeio no banco, possa ser pago em caso de intempéries climáticas ou doenças nas lavouras. Ainda de acordo com o parlamentar, o governo atual impôs uma série de limitações que impedem o pequeno produtor de ser beneficiado com o Proagro. Portanto, o pequeno produtor precisará aderir ao programa de Seguro Rural (PSR), o que exige mais recursos.

Valor anunciado

Já o Deputado Federal Pedro Uczai (PT-SC) comemora e afirma que o valor anunciado do Plano Safra 2024/2025 é um recorde histórico. 

“É um recorde histórico, com R$ 400,6 bilhões para o agronegócio e R$ 85,7 bilhões para agricultores familiares. Em Santa Catarina, temos 181.000 propriedades ligadas à agricultura familiar, produzindo suínos, aves, bovinocultura de leite, fumo e outras culturas. Avançamos em mais recursos para assistência técnica e um bilhão de reais para compras públicas em programas sociais. Comprando diretamente dos nossos agricultores a preços justos. Isso aumenta a renda e a dignidade no campo. Comparando 2022 a 2024, houve um aumento de 43% em crédito para a agricultura brasileira e catarinense“, relata.

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