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18 de abril de 2024 Rio do Sul
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Cerca de 15% do comércio de Taió não retornou após as cheias


Por Gabriel Hardt Publicado 23/02/2024 às 16h29
Cerca de 15% do comércio de Taió não retornou após as cheias
Foto: Prefeitura de Taió

“Quem tiver barco, venha para cá. Taió precisa de ajuda nesse momento. Eu preciso de gente, de bombeiro, do exército, vai morrer gente em Taió”. Essa eram as palavras do prefeito Horst Alexandre Purnhangem na noite de domingo 08 de novembro de 2023. A situação  era crítica, Taió registrava a sua maior enchente, com o Rio Itajaí do Oeste atingindo a  marca histórica de 12 metros e 40 centímetros. 

O diretor da Defesa Civil do município, Jonata Retke, comenta que custou a acreditar no que estava acontecendo. “Nós também não acreditávamos que seria tão grande essa enchente. Foi um cenário de guerra. Trabalhou bombeiro, polícia militar, exército, marinha, entidades.”

A cidade foi dividida, comunidades estavam isoladas pela água, pessoas solicitavam por ajuda. Mais de 60 embarcações auxiliaram nos resgates da população. Aproximadamente 34% das edificações do município foram atingidas, das mais de 2500 construções afetadas, dessas ao menos 1300 eram moradias. 

A moradora da Vila Mariana Luciana Comper relata que apesar dos prejuízos o importante é salvar vidas. “Eu salvei meu filho, cachorro, o gato que eu tinha. A casa a gente vai dar um jeito.”

Os dias seguintes

Com o passar dos dias as águas baixam, mas as marcas permanecem, cicatrizes muitas vezes incuráveis, memórias que apertam o peito e ecoam na mente. Mas como diz Dona Neusa Mees, desistir não é uma opção. “A caminhada segue, a gente tem filhos, netos e tem isso para continuar e tem que limpar e continuar, desistir nunca.”

Cerca de 15% do comércio não retornou

O recomeço não é simples, toneladas de entulhos, toneladas de memórias, reconstruir é um processo longo e que mesmo após  quase cinco meses, a cidade ainda luta para se restabelecer. O comércio foi fortemente castigado, muitas lojas fecharam as portas definitivamente, estima-se que aproximadamente 15% do comércio não retornou após as cheias. “Teve comércio que não voltou. Cerca de 10 a 15% do comércio infelizmente fechou”, explica Jonata.

Insistir, continuar, essa foi a escolha de Hilda Largura, proprietária da Loja Nalinda.
De acordo com a comerciante, apesar de ser uma tragédia anunciada, tudo aconteceu muito rápido, e esses 4 números vão ficar para sempre na história. “Aconteceu muito rápido, por mais que foi uma tragédia anunciada, nós não esperávamos nessa proporção, tirei 90% do que eu tinha na loja de imóveis de mercadorias, eu tirei tudo, mas o que ficou eu perdi.A água, chegou a até no ar-condicionado, assim foram 12,40 metros, 4 dígitos que gravaram em nossa memória pra sempre.”

Ainda assim, para Hilda, a Nalinda sempre foi mais que uma loja, significa um pouco da própria essência da comerciante. “Seria muito mais cômodo, né? Deixar tudo vender, ir para outra cidade.Porque passa isso de novo. Mas é amor, carinho que você deposita ali, não são coisas materiais.” 

“Quem vai me parar, olha tudo que eu passei, a sensação é de orgulho. Eu acredito na Hilda”, concluiu a comerciante.

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