Onze pessoas do Alto Vale são condenadas por tráfico de drogas em casa de protituição

Imagem: web.

Onze pessoas denunciadas pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por traficar drogas – especialmente maconha, cocaína, crack e ecstasy – em seis municípios do Alto Vale do Itajaí foram condenadas em Ibirama. De uma casa de prostituição em Apiúna, o grupo distribuía drogas em Rio do Sul, Ibirama, Presidente Getúlio, Lontras e Taió. As penas para cada um dos denunciados variam de 5 a 22 anos de prisão.

O homem que comandava o grupo, formado principalmente por seus familiares, recebeu a maior pena, de 22 anos e dois meses de reclusão mais dois anos de detenção pelos crimes de organização criminosa, tráfico e associação para o tráfico de drogas, posse e porte ilegal de arma de fogo e exploração de casa de prostituição. A investigação foi feita pela 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Ibirama, em conjunto com a Polícia Militar e culminou com o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão, durante a Operação Sob Nova Direção, realizada em novembro de 2018 com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO).

As apurações demonstraram que o chefe do grupo e sua companheira comandavam o tráfico a partir de uma boate e casa de prostituição da qual eram proprietários em Apiúna. A companheira foi condenada a 20 anos e oito meses de reclusão mais dois anos e quatro meses de detenção pelos crimes de organização criminosa, tráfico e associação para o tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e exploração de casa de prostituição. A boate era gerenciada, em momentos distintos, pelo pai e pela irmã do chefe do grupo, que também foram condenados.

Também tinham posição importante na associação a mãe e a tia do chefe e mais um integrante, que também foram reconhecidos como culpados. De Penha, a droga era ainda trazida até Apiúna por outro integrante do grupo. Além da boate, era levada também para as casas do irmão do chefe e de outra integrante do grupo criminoso, em Ibirama, condenados, respectivamente. Todo o grupo fazia a venda direta aos usuários, atividade que contava com apoio de mais duas pessoas, que também tiveram a prisão decretada. Além das penas de prisão, os envolvidos deverão pagar multas que somam cerca de R$ 600 mil.

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