Federação dos Hospitais teme colapso da estrutura de saúde da região

O painel de leitos divulgado diariamente pelo Governo do Estado de Santa Catarina ilustra uma situação preocupante no Alto Vale: os três hospitais da região, que dispõem de leitos exclusivos para atendimento de pacientes com covid-19 estão com 100% de ocupação./ Além disso, a direção do Hospital Oase, de Timbó, que também atende pacientes da região, emitiu comunicado informando que está com a capacidade operacional limitada, operando somente com 30 leitos de UTI que já estão ocupados.

Além disso a estrutura Covid montada para atender pacientes dos municípios que o Oase é referência também já está saturada. A direção também informou que a entidade, hoje, está com mais de 30 colaboradores afastados ou por estarem positivos para Covid-19, ou por coabitar com pessoas com Covid ou por serem do Grupo de Risco, o que limita ainda mais o atendimento. O hospital Dom Bosco, de Rio dos Cedros, comunicou a mesma situação. A ocupação dos leitos de UTI para adultos em Santa Catarina também atingiu a maior lotação desde o início da pandemia do coronavírus.

Nesta sexta-feira (4), 92,3% dos leitos para adultos estavam ocupados, sendo mais da metade por pacientes com covid-19. No geral — somando também leitos pediátricos — a taxa de ocupação no Estado é de 87%. Conforme o novo boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde, 32,2 mil pacientes com covid-19 estão em tratamento atualmente no Estado. O boletim desta sexta registrou 41 novas mortes em SC, somando agora 3939 vítimas fatais desde março. O número de casos confirmados subiu para 389,7 mil, com 6,1 mil novos registros.

Segundo o presidente da  Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de Santa Catarina (Fehoesc), Giovani Nascimento, além da ocupação dos leitos, a região vive um drama ainda maior: a dificuldade de contratação de equipes de saúde e o número afastado por suspeita ou contaminação do Coronavírus. Segundo ele, o Alto Vale está à beira do  colapso da estrutura de saúde.

Ouça a entrevista do presidente da Fehoesc, Giovani Nascimento:

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