Amandio João da Silva Júnior é exonerado do governo de Santa Catarina

Após ter o nome citado durante oitiva da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), conduzida pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina, que investiga a compra irregular de 200 respiradores no valor de R$ 33 milhões pelo governo do estado, o agora ex-secretário da Casa Civil Amandio João da Silva Júnior foi exonerado na noite de ontem. A exoneração já foi publicada no Diário Oficial do Estado e confirmada pelo governo por meio de uma nota assinada pelo governador Carlos Moisés da Silva.

“Comunicamos a exoneração do Chefe da Casa Civil, Amandio João da Silva Junior. Com isso, o ex-secretário pode melhor prestar seus esclarecimentos pessoais perante as autoridades constituídas em relação aos fatos relacionados à sua atividade profissional desenvolvida na iniciativa privada. Agradecemos o trabalho e o empenho durante o período em que esteve à frente da Casa Civil”, afirma o texto.

A exoneração do empresário rio-sulense antecipou a oitiva dele pelos deputados, prevista para a próxima semana, após ele aparecer em imagens de uma vídeo conferência encontrada durante perícias realizadas no celular de Samuel Rodovalho, empresário que teria participado de uma negociação de respiradores, iniciada com o Governo de Santa Catarina, mas que não foi concretizada.

Nesta sexta-feira, após a exoneração, Amandio publicou uma nota negando que a exoneração tenha relação com a convocação para dar depoimento na Alesc.

“A decisão não tem relação também com minha chamada a falar na CPI da Alesc, pois repito que sempre agi dentro das regras, normas e leis. Mas independente disso, a preservação neste momento e o apelo da família são mais importantes. Até mesmo instituições seríssimas que presidi acabam sendo atacadas injustamente simplesmente por interesses políticos e pelo cargo que até então eu exercia”, escreveu.

Ele é o terceiro secretário do governo de Carlos Moisés a ser exonerado por conta dos desdobramentos da Operação Oxigênio, antes dele saíram Helton Zeferino, ex-secretário de Saúde e Douglas Borba, que era chefe da Casa Civil, cargo que depois foi assumido por Amandio.

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